O primeiro dia da Brasil Futebol Expo teve conteúdos sobre os mais diversos assuntos dentro da modalidade. Um dos cursos mais concorridos reuniu o diretor de comunicação da CBF, Douglas Lunardi; o diretor de comunicação da Federação Paulista de Futebol, Bernardo Itri, e os responsáveis pelo setor no Palmeiras e no São Paulo, Luciano Signorini e Juca Pacheco, respectivamente. Todos, sem exceção, foram unânimes em afirmar: o futuro da comunicação não passa pela imprensa tradicional. Ele está na junção entre os esforços próprios de cada marca, clube ou instituição e as novas tecnologias, como acontece, por exemplo, nos perfis do Brasileirão nas redes sociais.

O futuro da comunicação

De acordo com Douglas Lunardi, os principais desafios da comunicação institucional, tanto no esporte quanto em qualquer outro segmento, são os segintes:

• Aumento significativo da base de dados
• Independêcia cada vez maior da imprensa tradicional
• Desenvolvimento de novas fontes de recursos

“Especialmente em relação à base de dados, posso citar uma iniciativa que temos: os perfis do Brasileirão nas redes sociais. Eles são um sucesso em termos nessa captação de dados”, disse Douglas.

Números dos perfis do Brasileirão nas redes sociais

Administrados pela FENG, uma das empresas da SISU Venture Partners, os perfis do Brasileirão nas redes sociais foram lançados às vésperas do início da competição, no final de abril, e já apresentam números muito relevantes:

“É um campeonato que está lá nas redes sociais falando em primeira pessoa. A ideia é forçar a amizade, mesmo. Os perfis são feitos pela FENG, que é uma empresa parceira que trabalha e operacionaliza tudo isso. E tem sido uma experiência incrível”, afirmou o diretor de comunicação da CBF.

Diante de atentos estudantes de comunicação, Bernardo Itri ainda falou sobre como funciona a comunicação em uma grande federação, como a Paulista de Futebol. Enquanto os representantes de Palmeiras e São Paulo comentaram sobre o dia a dia dos clubes.

Como entrar nesse mercado de trabalho

Ao final, os palestrantes responderam perguntas da plateia. E muitas das dúvidas giravam em torno de como entrar para esse mercado.

O diretor de comunicação da CBF apontou a especialização como um bom caminho.

“Profissionais de comunicação hoje têm espaço se tiverem conhecimentos específicos. Se eu preciso de um profissional para trabalhar com redes sociais, eu vou contratar um especialista em redes sociais. Se eu entender que preciso de alguém para texto, vou contratar alguém especializado nisso. A comunicação hoje ficou muito ampla, porque você tem inúmeros canais por todos os lados. Por isso, vale a pena você escolher alguma coisa em que você pode ser especialista e ter algum destaque”, disse Douglas.