Uma das estratégias adotadas pelos clubes brasileiros para aumentar a receita anual é a venda de naming rights. Dos 18 estádios que serão utilizados no Brasileirão 2025, seis já cederam os direitos de nome para empresas. Além disso, Ceará e Fortaleza estão em processo de negociação com a CearaPar — estatal vinculada à Secretaria da Fazenda do Governo do Estado — para fazer o mesmo com a Arena Castelão.
Prática comum na Europa, os contratos de naming rights chegaram ao Brasil em 2005, quando a Arena da Baixada, do Athletico-PR, passou a se chamar Kyocera Arena. Desde então, clubes como Atlético-MG, Bahia, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos seguiram essa tendência. Curiosamente, o maior acordo nacional dessa categoria não pertence a um clube da Série A, mas sim à concessionária Allegra Pacaembu.
Previsto para ser reinaugurado em 25 de janeiro de 2025, aniversário da cidade de São Paulo e data da final da Copinha, o Pacaembu teve seus naming rights vendidos ao Mercado Livre por R$ 1 bilhão, em um contrato de 30 anos. Em segundo lugar, está o Santos – dono da Vila Belmiro – que firmou um acordo com a empresa Viva Sorte por R$ 150 milhões em agosto de 2024. Confira a lista completa abaixo:
Maiores Naming Rights do Brasil

Com a recente compra do terreno do Gasômetro, o Flamengo também está no caminho de fechar um acordo de naming rights, mesmo com a previsão do estádio ficar pronto apenas em 2028. A ideia é que a futura arena tenha capacidade para 80 mil pessoas, com estimativa de investimento entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. Um valor que deve ser recuperado com a cessão do nome para alguma empresa.