Naming Rights: a ‘nova’ tendência de marketing no futebol brasileiro

Entenda sobre a estratégia de aquisição de naming rights, que está em alta no Brasil, e suas vantagens para as empresas e para os clubes


Por Insper Sports Business

17 de maio de 2024

Parceria Editorial

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Logo do Morumbis, com o estádio do São Paulo no fundo da imagem. (Foto: Reprodução / SPFC)

​A estratégia de marketing baseada na compra de naming rights, quando empresas patrocinadoras investem para inserir a sua marca nos nomes de estádios, clubes ou casa de shows, não é novidade no mundo e muito menos no Brasil. Na realidade, está prática teve início a aproximadamente 99 anos atrás, nos Estados Unidos, no estádio de beisebol do Chicago Cubs, em que a empresa de gomas de mascar Wrigley, comprou o nome do estádio e rebatizou para Wrigley Field.

​Após essa primeira iniciativa, a prática se tornou cultural Estados Unidos, onde atualmente as ligas nacionais possuem aproximadamente 81% dos estádios/arenas com os seu naming rigths vendidos. O contrato com mais tempo vigente é o do American Airliness Center, que vendeu os direitos de nomeação por 31 anos em 1999, pelo valor de 195 milhões de dólares. Em 2019, o mercado de naming rigths foi avaliado aproximadamente em 4 bilhões de dólares.

Confira abaixo os contratos de naming rights mais recentes das ligas americanas:

EstádioValor (milhões US$)Valor Anual (milhões US$)DuraçãoInício
Sofi Standium62526242019
Empower Field1302072019
Scotibank Arena63921302017
Chase Center40024172016
Hard Rock Stadium25018142016
Little Ceasars Arena1252062016

No Brasil, esta estratégia de marketing ainda está em período embrionário, comparado com outros mercados. A primeira iniciativa tomada nesse sentido foi o Credicard Hall em 1999, que, após este contrato já passou por mais 3 nomes, como Citibank hall, Unimed Hall e atualmente Vibra São Paulo.

​Já em âmbitos esportivos, a primeira adesão deste direito foi na Arena da Baixada em 2005, quando a empresa Kyocera Mita América adquiriu o nome para Kyocera Arena. Atualmente, no campeonato brasileiro a parcela de estádios com os naming rigths vendidos é de 31,6%, sendo eles: 

Os 3 contratos mais recentes foram da Arena Pacaembu com o Mercado Livre, Morumbis com a Montelez e Arena Barradão com a Fatal Model. Este último tentou adquirir também o nome do clube Vitória por 200 milhões reais, ambas as propostas tiveram que passar por aprovação dos sócios torcedores dos clubes.

EstádioValor (milhões R$)Valor Anual (milhões R$)DuraçãoInício
Mercado Livre Arena Pacaembu1000  33,3302024
Neo Quimica Arena30015202020
Allianz Parque30015202013
Ligga Arena20013,33152023
Itaipava Arena Pernanbuco10010102013
Arena MRV67,86,78102021
Casa de apostas Arena Fonte Nova521342024
Arena BRB7,52,532022
Morumbis752532024
Arena Fatal Model Barradão10010102024

​Qual a vantagem de uma marca adquirir naming rights?

A principal vantagem é uma maior exposição para uma ampla gama de público, além de criar associação positiva com mais investimento no espaço físico ou até com aumento de esportividade dependendo do contrato. Apesar de aumentar a visibilidade e se demonstrar eficaz como medida de marketing, o maior risco desta aquisição no Brasil é a adaptação e adesão do público ao novo nome, algumas torcidas continuam chamando os estádios pelos nomes populares, porém há uma expectativa de melhora nesse sentido com este aumento de vendas de naming rigths.

Por Thiago Leitão