O ano de 2021 foi atípico para o calendário esportivo por conta da pandemia de Covid-19 e suas consequências. Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, que ocorrem de quatro em quatro anos, o evento aconteceu em um ano ímpar e sem a presença de torcedores estrangeiros, impedidos de viajar ao Japão, país sede das Olimpíadas. A temporada foi recheada de emoção e superação de todos os lados, não só dos atletas.

Diversos profissionais, como dirigentes, comunicadores, acionistas e membros dos comitês e das confederações, precisaram se reinventar para o retorno das atividades esportivas. Assim como as marcas patrocinadoras dos esportes olímpicos, que tiveram extrema importância nos resultados esportivos dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

A participação brasileira na terra do sol nascente foi marcante. Ao todo, vinte atletas brasileiros subiram ao pódio nas Olimpíadas de Tóquio – em dezoito modalidades, pois os integrantes das duplas do tênis e da vela receberam uma medalha cada. As mulheres brasileiras se destacaram e conquistaram nove medalhas, sendo três de ouro. 

Para entender melhor a participação dos patrocinadores nos Jogos Olímpicos, o Sport Insider elaborou um ranking de patrocinadores, a fim de montar um pódio das três marcas mais presentes nas conquistas do esporte olímpico nacional. O objetivo é reconhecer a importância do investimento privado no desempenho esportivo dos representantes brasileiros, que, evidentemente, trazem resultados dentro e fora do âmbito esportivo.

A partir deste ranking, é notável que há uma disputa bastante acirrada, com dez marcas diferentes patrocinando, pelo menos, dois atletas olímpicos medalhistas em Tóquio 2020. O pódio das marcas que investem em mais atletas ficou composto por empresas que patrocinaram ou patrocinam, respectivamente, cinco, quatro e três atletas medalhistas olímpicos.

Tóquio 2020: as marcas patrocinadoras que levaram o Brasil ao pódio
  • Medalha de ouro: Petrobras. A maior empresa do país e líder em lucratividade aportou verba de patrocínio e chegou ao topo com cinco atletas entre os vinte medalhistas.
  • Medalha de prata: Adidas. A marca alemã foi a segunda maior patrocinadora dos atletas brasileiros que subiram ao pódio nos Jogos Olímpicos 2020, com quatro atletas patrocinados.
  • Medalha de bronze: Nike. Patrocinando três atletas medalhistas, a empresa estadunidense fecha o pódio com o merecido bronze.

Ao analisar este ranking, se torna evidente que a empresa que mais patrocinou brasileiros medalhistas olímpicos é a empresa que mais lucra no país. Composta de economia mista, a Petrobras ultrapassou a marca de 40 bilhões de reais de lucro em 2019. Outro destaque é a presença das duas maiores concorrentes no mercado de fornecedores de material esportivo. Nike e Adidas são rivais de longa data e figuram no pódio, reforçando a sua importância para atletas ao redor do mundo.

Treze marcas completam o ranking, com dois atletas medalhistas patrocinados, e outras diversas compõem a lista, patrocinando ao menos um atleta medalhista. O que mostra que empresas que não são tradicionalmente patrocinadoras de alto investimento podem se fazer presentes da mesma forma. Mesmo com dois ou apenas um atleta medalhista patrocinado, as empresas certamente tiveram a oportunidade de desenvolver cases de sucesso em campanhas de marketing, com histórias olímpicas vitoriosas a explorar.

Dentre os medalhistas, quem mais se destacou nos Jogos Olímpicos foi a nadadora e campeã olímpica Ana Marcela Cunha, que contou com 12 marcas como parceiros ou patrocinadores durante o ciclo Olímpico, o que também evidencia a relação entre os resultados alcançados e os investimentos recebidos. Enquanto o judoca medalhista de bronze, Daniel Cargnin, aparece em segundo lugar, sendo patrocinado por 7 marcas. Fechando o pódio temos o skatista medalhista de prata Kelvin Hoefler, que contou com 6 empresas patrocinadoras.

O recorde de medalhas em Tóquio 2020 evidencia os resultados positivos para todos os setores da indústria esportiva brasileira, ao passo que ela enfrenta profundas transformações. Nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, resultados ainda mais expressivos podem ser alcançados se mais empresas se tornarem investidoras, juntamente com o desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologias para o esporte, como a ciência de dados.