Os proprietários dos clubes da National Football League (NFL) se reunirão na próxima semana para votar sobre a adição de um novo membro ao seu clube exclusivo: Rob Walton, herdeiro do Walmart, que, em junho, concordou pagar US$ 4,65 bilhões para adquirir o Denver Broncos. A aprovação da 18ª pessoa mais rica do planeta – com uma fortuna avaliada em US$ 60 bilhões, de acordo com a Bloomberg –, é uma mera formalidade em um acordo que contribui diretamente para as novas estimativas sobre o valor médio das franquias da NFL: US$ 4,14 bilhões.

O valor, que representa um aumento de 18% em relação ao ano passado, está de acordo com os cálculos da empresa de conteúdo digital Sportico, que foram derivados de entrevistas com mais de 30 banqueiros, advogados, executivos de equipes, proprietários e consultores envolvidos no esporte, além de documentos públicos. No total, o valor de todas as franquias da NFL somadas, incluindo negócios relacionados a equipes e imóveis de proprietários, é de US$ 132 bilhões.

Os Dallas Cowboys são a franquia mais valiosa não só do futebol americano, mas de todos os esportes, com um valor estimado de US$ 7,64 bilhões – US$ 630 milhões à frente dos Yankees, da MLB. Atualmente, existem dezesseis franquias da NFL que valem pelo menos US$ 4 bilhões, contra sete no total das outras ligas esportivas dos EUA (quatro equipes da MLB e três da NBA).

NFL 2021: uma temporada de sucesso

Em 2021, a NFL superou as expectativas de receita. Os torcedores voltaram aos estádios em peso, após uma temporada quase sem público por causa dos protocolos contra a pandemia de Covid-19, enquanto os patrocinadores investiram com força no esporte. As 32 equipes geraram US$ 17,4 bilhões em receita acumulada, incluindo 64% de streams nacionais igualmente compartilhados, superando os US$ 12,4 bilhões de 2020. A receita gerada em 2021 é quase o dobro da receita do seu concorrente mais próximo, a NBA.

Os três clubes mais ricos da NFL também estão expandindo seus impérios para além do futebol americano. Os Cowboys, Los Angeles Rams (US$ 5,91 bilhões) e New England Patriots (US$ 5,88 bilhões) têm empreendimentos imobiliários e negócios valiosos, em que as suas equipes atuam como espinha dorsal. Os Cowboys, por exemplo, fundaram a empresa de hospitalidade Legends, ao lado dos Yankees.

A venda do Denver Broncos

O status da NFL como a liga esportiva mais rica do mundo foi consolidado este ano com a venda do Denver Broncos. O acordo, liderado pela Allen & Company, foi 47% maior do que o valor da venda do Chelsea – um clube de futebol da Premier League conhecido mundialmente –, de US$ 3,16 bilhões. O valor recorde anterior de venda de uma equipe esportiva era de US$ 3,3 bilhões, para a negociação do Brooklyn Nets em 2019 – 41% menor que os Broncos.

O acordo de venda dos Broncos também serviu como um teste decisivo para as atuais regras de propriedade da NFL, que exigem que o sócio geral detenha patrimônio de pelo menos 30% – o dobro do mínimo da NBA. A liga também limita a dívida a US$ 1 bilhão para uma aquisição e não permite qualquer propriedade institucional. A NFL passou no teste, tendo em vista que o acordo selou 10 anos de paz trabalhista e 10 anos de novos acordos de mídia no valor de US$ 110 bilhões.