Conduzido pelo mestre de cerimônias Marcelo Barreto, teve início na manhã deste sábado, no WTC Events Center, em São Paulo, o Primeiro Congresso Olímpico Brasileiro. Destinado a gestores, treinadores e profissionais das ciências do esporte, o evento comemora os 10 anos do Instituto Olímpico Brasileiro, área de Educação do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

O Congresso Olímpico tem como tema a “Gestão Esportiva de Alto Impacto – Estratégias para Resultados Efetivos”. E traz para o Brasil personalidades internacionais de referência no segmento, para promover um pensamento conjunto sobre os atuais desafios do esporte olímpico no país. Além das palestras, haverá espaços de exposição, vivência e troca de conhecimento, entre outras experiências.

Aplausos para os medalhistas olímpicos

Marcelo Barreto, apresentador do congresso.

“Nos reunimos hoje pra falar de tecnologia, gestão. O que constrói o caminho que leva o atleta ao pódio. E antes de começar, gostaria que todos os medalhistas olímpicos aqui presentes se levantassem para receberem uma salva de palmas”, disse Marcelo Barreto.

Vários atletas estão presentes no evento, como Natália Falavigna (taekwondo), Torben Grael (iatismo), Bernardinho e Bernard (vôlei), Alessandra (basquete), Thiago Pereira (natação), Rogério Sampaio (judô), entre outros.

Presidente do COB abre o evento

Após os aplausos aos medalhistas, Marcelo Barreto passou a palavra a Paulo Wanderley, presidente do Comitê Olímpico do Brasil, que fez a abertura oficial do evento.

“Em seus 114 anos de história, o COB tem o orgulho de realizar o primeiro Congresso Olímpico Brasileiro. É o único evento realizado pelo COB que não precisa de seletiva, classificatórias. É inclusivo, aberto a toda a sociedade. Ao longo de dez anos, o Instituto Olímpico Brasileiro capacitou mais de três mil profissionais, com mais de sessenta cursos, que consumiram dez mil horas de aula”, afirmou o presidente do COB.

Lei Agnelo/Piva

Além de falar sobre o evento, o executivo também falou sobre a importância da Lei Agnelo/Piva (LAP), por conta dos recursos que ajudam a manter o esporte no Brasil.

“A Lei Agnelo/Piva, que é o verdadeiro marco do desenvolvimento do esporte brasileiro. Foi a partir da data dessa lei que o esporte tomou o impulso. Saímos da 53 posição nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, para 13 no mundo, entre 208 países. Se compararmos com outros importantes indicadores de posicionamento do Brasil no mundo, o esporte brasileiro nos coloca entre as potências mundiais” disse Paulo Wanderley.

De acordo com o presidente do COB, cerca de 4 mil atletas são beneficiados anualmente, de forma direta, pela Lei Agnelo/Piva.

“Na média, por ano, acontecem trezentas participações de atletas em competições nacionais e internacionais com recursos da LAP. Nos últimos oito dias, 263 atletas estão participando de treinamentos e competições no exterior. A cada ano são cerca de 180 eventos apoiados pela LAP. Os Jogos Escolares da Juventude, por exemplo, envolvem 3.950 cidades, 40 mil escolas e aproximadamente 2,2 milhões de estudantes”, listou o presidente do COB.

Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos

Paulo Wanderley lembrou que, neste ano, o evento mais importante para o Comitê Olímpico do Brasil é o Pan-Americano de Lima, no Peru. De acordo com o executivo, serão 495 atletas nos jogos. Já no ano que vem, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, serão 250 atletas.

Na sequência, tiveram início as palestras e mesas redondas, numa arena montada para três debates simultâneos. De um lado, assuntos direcionados a gestores do esporte. No outro, temas de interesse de treinadores, que teve o técnico Bernardinho, do vôlei, como primeiro participante. E no terceiro, debates sobre as ciências do esporte.