No segundo painel do dia no IX Seminário Gestão Esportiva FGV/CIES, no Rio de Janeiro, três profissionais da indústria do esporte falaram sobre o Fifa Master. Além de temas relacionados ao curso, considerado o melhor mestrado do mundo na indústria do esporte, os palestrantes também discorreram sobre como entrar no mercado esportivo. E o voluntariado, reconhecidamente uma das melhores formas de se fazer networking na indústria, foi tema de destaque.

Profissional de Gestão de Eventos Esportivos, a goiana Stephania Lacerda é formada em direito, mas já na faculdade começou a se envolver com o futsal. Em 2008, trabalhou pela primeira vez como voluntário em 2008, num Mundial de Futsal no Brasil. E foi em eventos desse tipo que conseguiu conhecer pessoas que mudaram sua vida.

“Além do Mundial de Futsal de 2008, fui para a Copa do Mundo de 2010 e para a Eurocopa de 2012 como voluntária. Consegui uma entrevista de emprego com uma pessoa que eu conheci trabalhando como voluntária. Algumas pessoas falam: ‘Ah, mas você vai trabalhar de graça pra Fifa?’. Mas o conhecimento adquirido nesses eventos e o networkin que você faz não têm preço”, disse Stephania.

O mineiro Ricardo Leão de Andrade, que também compunha o painel, hoje trabalha como é Mestre em Ciências do Esporte e Bacharel em Educação Física pela UFMG. E foi da 18ª turma do Fifa Master. Hoje, é Coordenador de Operações de Estádio no Mineirão, além de professor do Centro Universitário UNA e Instrutor CBF Academy. Mas começou seu sonho como de trabalhar com o esporte como treinador de times de várzea.

“Não vejo o voluntariado atrelado só aos grandes eventos. Muitas vezes, você pode conseguir isso num clube. Comecei como treinador num campo de terra batida. Foi ali que eu passei a desenvolver meus primeiros projetos, correndo atrás de recursos na prefeitura, empresas, pra levar o time pra jogar em outros lugares”, contou Ricardo.

Advogado do Palmeiras, Ulisses Bresciani destacou a importância da busca pelo conhecimento em cursos voltados para a indústria do esporte.

“Eu vejo muito mais vantagens de você fazer um curso como o da FGV/CIES ou o Fifa Master do que tentar se especializar em direito esportivo, por exemplo”, disse Bresciani.