Em ação movida pela Golden Goal Sports Ventures, a IstoÉ e o jornalista Germano Oliveira foram intimados a retirar do ar a matéria intitulada “Queimou a largada”, publicada no dia 28 de junho de 2019, na revista.

Na matéria, Germano Oliveira, que é editor de política da IstoÉ, afirmou que a Golden Goal teria efetuado o pagamento de propinas ao ex-governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, no contexto que está sendo objeto de investigação pela Operação Panatenaico, da Polícia Federal. A reportagem fez diversas afirmações inverídicas, que, inclusive, contrariam as informações oficiais divulgadas pelos órgãos investigadores e foi veiculada sem nenhuma tentativa de contato prévio com a Golden Goal.

Entenda o caso

Nas acusações publicadas pela IstoÉ, o jornalista Germano Oliveira afirmou que a Golden Goal pagou propinas ao ex-governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, por meio de ingressos para camarotes em jogos realizados no estádio Mané Garrincha.

A Golden Goal, que opera na gestão de hospitalidade e áreas VIPs em diversos estádios do Brasil, foi responsável por toda a comercialização de camarotes no estádio Mané Garrincha durante a partida entre Santos e Flamengo realizada em 26 de maio de 2013. Neste contexto, foram vendidos camarotes a diversas empresas de renome nacional e internacional, algumas dessas, eventualmente mencionadas nos depoimentos colhidos durante as investigações realizadas pela Operação Panatenaico. A Golden Goal não possuía qualquer ingerência sobre a lista de convidados das empresas que adquiriram os camarotes.

Ratificando a total lisura da atuação da Golden Goal neste jogo, o Instituto Nacional de Criminalística anexou laudo às investigações das Operação Panatenaico que deixa claro não ter havido nenhuma ilegalidade na atuação da Golden Goal, confirmando que a participação da empresa limitou-se à prestação de serviços para os camarotes do estádio Mané Garrincha na partida entre Santos e Flamengo realizada em 2013.

O laudo constatou, ainda, que os valores do contrato celebrado com a Golden Goal foram compatíveis com a natureza comercial do evento, conforme se observa do trecho abaixo destacado:

A Golden Goal, que nunca foi chamada pela justiça sequer a prestar qualquer tipo de esclarecimento sobre a questão, segue com ação judicial contra a Istoé e o jornalista responsável pela matéria, pleiteando indenização pelos danos reputacionais e retratação pública e está confiante na vitória também nas próximas etapas do processo.