Big Data, a maior contribuição da tecnologia para o futebol atual

Ferramentas de estatísticas ajudam clubes e seleções a terem desempenho superior e surgem como ótima oportunidade no mercado esportivo


Por Redação

5 de abril de 2019

Big data no futebol (Crédito: 123RF)

Uma frase bem famosa para quem trabalha com estatísticas é de que “dados são o novo petróleo”. E no esporte, isso não é diferente. É cada vez mais evidente o uso do Big Data no futebol, especialmente. A tecnologia auxilia como uma ferramenta de análise de desempenho, que pode fazer a diferença em um salto de qualidade de performance de um atleta e/ou equipe.

André Miceli, coordenador do curso de MBA em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), coloca o uso do Big Data no futebol à frente até do VAR e do chip para verificar se a bola passou da linha de gol. Para ele, trata-se da grande contribuição da tecnologia para a modalidade atualmente.

Big Data no futebol

“Muito se fala do árbitro de vídeo e do chip na bola, mas o Big Data está se tornando cada vez mais relevante no futebol. Já é comum técnicos usarem dados para analisar as características de cada jogador da sua equipe e dos adversários para traçar estratégias de jogo. As estatísticas colhidas durante a partida sobem para a nuvem e abastecem a ferramenta. Assim, a comissão técnica pode usufruir de dados como algoritmos preditivos, redes neurais e programas que registram padrões para fazer projeções futuras”, explicou o especialista, em entrevista ao site ABC da Comunicação.

O exemplo da Alemanha

E isso não é novidade. Na Copa do Mundo de 2014, a Alemanha tinha um elenco talentoso e que chegou ao Brasil como favorito. Mas a preparação, não somente técnica e tática, como de observação e adaptação aos dados, foi vital para o sucesso.

“A seleção alemã usou o SAP Match Insights para vencer a Copa de 2014. Os dados permitiram melhorar a velocidade da equipe. Os tetracampeões, por exemplo, foram capazes de saber que os franceses concentravam seu jogo no meio e deixavam espaços nos flancos. Assim, venceram as quartas de final. Na semifinal com o Brasil, eles já sabiam as jogadas preferidas da nossa seleção e as reações de seus jogadores em situações adversas”, destacou Miceli.

Analista de desempenho

Portanto, saber identificar, mapear e analisar esses dados é uma qualidade importante – e que pode ser um diferencial interessante na hora de entrar no mercado. A profissão de “analista de desempenho” está se tornando cada vez mais comum, e pode ser uma excelente porta para os interessados em trabalharem na área esportiva, de fato, dessa indústria.

Mas também não é só nisso que os dados são fundamentais. Para publicidade, marketing e os projetos de CRM, por exemplo, a inteligência é crucial. É importante ter em mente o quanto a estatística ajuda nessa área. Não só para quem gosta de analisar o futebol mais a fundo, como também para quem busca um espaço na indústria – seja dentro ou fora das quatro linhas.

Sport Insider
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